Libras é a sigla da Língua Brasileira de Sinais

As Línguas de Sinais (LS) são as línguas naturais das comunidades surdas. Ao contrário do que muitos imaginam, as Línguas de Sinais não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias. Atribui-se às Línguas de Sinais o status de língua porque elas também são compostas pelos níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico. O que é denominado de palavra ou item lexical nas línguas oral-auditivas são denominados sinais nas línguas de sinais. O que diferencia as Línguas de Sinais das demais línguas é a sua modalidade visual-espacial. Assim, uma pessoa que entra em contato com uma Língua de Sinais irá aprender uma outra língua, como o Francês, Inglês etc. Os seus usuários podem discutir filosofia ou política e até mesmo produzir poemas e peças teatrais...

Desde 2002, a libras é reconhecida por lei como língua oficial dos surdos. As diferenças entre ela e o português são muitas. Para começar, o português é uma língua oral, a libras é visual. Isso faz com que a forma de organização das duas gramáticas seja muito diferente. Em geral, os sinais em libras expressam uma palavra completa no português. Enquanto na língua portuguesa a fruta abacaxi, por exemplo, é representada por uma combinação de letras do alfabeto, em libras um único sinal significa abacaxi.
Os surdos conhecem o alfabeto em português e conseguem juntar as letras e formar as palavras. O primeiro obstáculo, como acontece com outros idiomas, está em ligar aquilo que lêem em português ao seu significado em libras. Depois, é preciso enfrentar o desfio de ordenar as frases de acordo com as regras da língua portuguesa, com artigos e conjunções que não existem em libras. Analfabetos em língua portuguesa, a maioria dos surdos não consegue fazer atividades corriqueiras como ler o jornal, assistir a filmes com legendas ou enviar um e-mail.
Não existem estatísticas que mostrem a exata extensão da defasagem no aprendizado do português vivida pelos surdos. Sabe-se apenas que o problema é comum e parece ter sua raiz na própria escola. Segundo o IBGE, no Brasil há quase 6 milhões de surdos e deficientes auditivos. Mas, segundo o Ministério da Educação, somente 70 mil freqüentam a educação básica - um terço deles em séries de alfabetização. E apenas 2.500 cursam o ensino superior. A falta de intérpretes de sinais, de professores bilíngues, de material adequado e de metodologia específica na rede pública expulsa os surdos da escola.

Propaganda eleitoral deverá ter LEGENDA e tradução para Libras

Propaganda eleitoral deverá ter LEGENDA e tradução para Libras, determina TSE
Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral aprovou, em sessão administrativa realizada hoje (2), modificações em duas instruções normativas para as eleições gerais de outubro. A partir de agora, é facultativa a divulgação das pesquisas eleitorais e passa a ser obrigatória, na propaganda gratuita dos candidatos, a inclusão de legendas e a tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
"É uma homenagem que se faz à própria Constituição e à legislação que disciplinou o acesso do portador de deficiência aos meios de comunicação", salientou o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes. A propaganda gratuita no rádio e na televisão começará no dia 15 de agosto e terminará no dia 28 de setembro.
A divulgação das pesquisas eleitorais, que antes era obrigatória, ficará a critério do solicitante, de acordo com a modificação aprovada hoje. "Havia a reclamação de que alguns candidatos encomendavam a pesquisa, não obtinham resultado favorável e ainda assim eram obrigados a divulgar", ressaltou o ministro.
O TSE manteve, no entanto, a obrigatoriedade do registro das pesquisas eleitorais e a instrução pela qual a divulgação de pesquisa fraudulenta é configurada como crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa de R$ 53.205 a R$ 106.410.

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